domingo, 18 de novembro de 2012

Mineiros criam a primeira cerveja de cana do mundo

Cervejaria Wäls vai incluir tradicional ingrediente da cachaça no processo de fabricação da bebida; primeiro lote terá apenas 2 mil litros à venda.

 

 Cerceira bebida mais popular do mundo - atrás apenas da água e do chá -, a cerveja vai ganhar uma cara tradicionalmente brasileira. Neste sábado, a cervejaria mineira Wäls, comandada pelos irmãos José Felipe Carneiro, 25, e Tiago Carneiro, 29, vai dar um toque tupiniquim à popular fórmula de água, malte de cevada, lúpulo e levedura, e acrescentar cana-de-açúcar na produção da “gelada”. É a primeira tentativa no mundo de inserir a matéria-prima da cachaça no processo de fermentação da cerveja.

O primeiro lote da produção da cerveja de cana, que chegará ao mercado com o nome de Saison de Caipira, estará sob a responsabilidade de uma das maiores autoridades na bebida do mundo. Garrett Oliver, da norte-americana Brooklyn Brewery, desembarca em Belo Horizonte no sábado para dar o pontapé inicial na produção da "cerveja mais brasileira de todas".
Mas o lote inicial será apreciado por poucos. Segundo José Felipe Carneiro, responsável pelo departamento de produção da Wäls, serão fabricados apenas 2 mil litros da fina cerveja de cana. “Aqui, nós não fazemos cerveja. Fazemos obra de arte”, diz José Felipe.
A projeção é de que a garrafa de 375 ml chegue ao consumidor final em dezembro, com o preço de R$ 18. A Saison de Caipira estará à venda nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal e na cidade de Goiânia.
Mas, para quem perder não der nem um gole nos 2 mil litros iniciais, a Wäls tem um alento. Passado o primeiro lote, a cervejaria mineira pretende manter a Saison de Caipira no portfólio, com uma produção de até 20 mil litros por ano. A Wäls estuda, inclusive, a possibilidade de exportar a cerveja de cana.
 
No gosto "gringo"
Para o sommelier de cervejas André Cancegliero, organizador do Beer Experience, a Saison de Caipira tende a cair no gosto, principalmente, dos norte-americanos. "Eles gostam dessas adições bem diferentes."
No mercado brasileiro, o especialista enxerga uma oportunidade para a cerveja de cana, mas diz que é "muito difícil acertar a mão" no primeiro lote de produção. "Será uma cerveja bem forte, bem doce", acredita. 
"É uma cerveja de experimentação. Ninguém vai sentar no bar para tomar uma caixa dela", completa. 
 
Produção à mineira
Para dar à cerveja o toque mais brasileiro da cachaça, a Wäls fechou uma parceria com o grupo mineiro Vale Verde, responsável pela produção de uma das cachaças mais tradicionais do país. Eles fornecerão à cervejaria um lote de cana-de-açúcar especial, com um dos melhores “brix” do mercado. O “brix” é um índice que mede o teor de sacarose da cana, que, no caso da Vale Verde, chega a 23%.
É este açúcar da cana da Vale Verde que será utilizado no processo de fermentação do caldo da Saison de Caipira. Para completar o caráter nobre da cerveja, Garrett Oliver promete trazer dos Estados Unidos um fermento especial utilizado nas bebidas da Brooklyn para dar o seu toque especial à cerveja de cana.
Segundo José Felipe, a Wäls investiu R$ 80 mil na produção do primeiro lote da bebida. Até o processo de moagem da cana será diferenciado. A cervejaria comprou um moedor de cana especial que será utilizado somente para a fabricação da cerveja. No primeiro lote, a Vale Verde vai fornecer 1 tonelada de cana para a Wäls. “A ideia é que essa cana se transforme em aproximadamente 400 litros de caldo.”
Esse caldo nobre será utilizado no processo de fermentação da cerveja. José Felipe explica que a bebida será no estilo Saison, típico do interior da Bélgica, que dá uma “certa liberdade” na manipulação dos ingredientes. As cervejas do tipo Saison tem aromas frutados, leve acidez e alta carbonatação.
O resultado da primeira cerveja de cana, claro, ainda é uma incógnita. Mas a expectativa é grande. “Esperamos um aroma muito frutado”, diz José Felipe. Mas, apesar do toque doce do caldo-de-cana, o teor alcoólico da Saison de Caipira deverá ficar entre 6% e 8%, acima dos 4% da cerveja tradicional.
Como, nas palavras de José Felipe, os lotes de cervejas finas da Wäls “evaporam em uma semana”, vale a recomendação: aprecie com moderação.

www.economia.ig.com.br
www.wals.com.br/

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Cerveja Coruja Coice

Coice

Da mesma linha "Fora de Série"da Cervejaria Coruja.
A cerveja Coruja Coice é Lager escura como pau de canela. Com 11,5% de álcool, ela harmoniza especialmente com carnes assadas, a terceira da linhagem Fora de Série "Baca, Labareda e Coice".



www.cervejacoruja.com.br

domingo, 11 de novembro de 2012

A cerveja Bagual



A Rasen Bier com intenção de homenagear o nosso estado de origem, Rio Grande do Sul, em  comemoração aos 20 de setembro (Revolução Farroupilha), resolveu lançar uma edição limitada em 4500 garrafas de uma cerveja no estilo Brown Ale americano, então, apresentamos a
Rasen Bagual, muito consumida em todo mundo, é um convite a conhecer a família das Ales (cerveja de alta fermentação), pois é muito fácil de ser consumida por ter uma textura leve, com aromas tostados, levemente frutada, notas de caramelo e coloração marrom-acobreado.


Uma típica Brown Ale Americana, mas muito Macanuda!

Um brinde! Ein Prosit!

http://www.rasenbier.com.br



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Gelando Cerveja rapidamente: nova técnica com guardanapo molhado


Faça o teste !

Então tá! Pra essa experiência, você vai precisar de:
  • Papel Toalha
  • Cervejas (Long Neck ou Latinhas)
  • Água (nem precisa ser limpa)

Procedimento

Garrafas da cerveja Stella Artois
Créditos: Lincoln Quinan
  1. Pegue uma folha de papel toalha, enrole a latinha ou a long neck, e depois coloque embaixo da torneira.
  2. Deixe o papel toalha absorver bem a água, e em seguida, leve as cervejas para o congelador.
  3. Nos testes que fizemos, compramos long necks da Stella Artois (são um pouco menores do que as long necks tradicionais).
  4. Deixamos as cervejas gelarem da temperatura ambiente até ficarem bem geladas, por aproximadamente 20 minutos.
  5. Em um dos testes, esquecemos as cervejas no congelador por 30 minutos, e elas congelaram…

Mas porque as cervejas gelam mais rápido assim?

Essa é bem simples, nobres e sagazes padawans. Quando colocamos o papel molhado em volta da cerveja e levamos ao congelador, ele por ser muito fino, congela rapidamente e oferece uma ótima superfície de contato com a cerveja.
Tampinhas de garrafa da cerveja Stella Artois
Créditos: Lincoln Quinan
Ele começa a trocar a sua baixa temperatura, pela temperatura mais alta da cerveja, intensificando o processo, que duraria muito mais se fosse feito com apenas o ar frio da geladeira. O ar troca menos calor com a cerveja do que um corpo sólido, onde as moléculas estão agrupadas de forma muito mais uniformes e próximas.
Dica: tomem cuidado, pois dependendo do freezer a cerveja pode gelar numa rapidez absurda, deixando sua cerveja congelada, o que não é legal.
Espero ter ajudado, e quero ver nos comentários quem vai fazer a experiência e postar os resultados.
Ate-te-té a pro-pro-próxima pe-pessoal!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cerveja e Saúde


Um brinde à saúde
A cerveja possui alto valor nutritivo e é fácil e rapidamente assimilada pelo organismo. Seus componentes, segundo Egon Tschope, mestre cervejeiro e pesquisador, indicam salubridade. São vitaminas, minerais, carboidratos e proteínas, além do álcool que, se consumido sem exagero, também é benéfico.

Repositoras de eletrólitos, as cervejas são bebidas que possuem 400/kcal/litro, o que corresponde a aproximadamente 15% das necessidades diárias de um adulto e equivale, em termos de proteína, a 100g de carne, 700ml de leite integral ou seis ovos cozidos. Os sais minerais incluídos em sua composição - 0,4g/l - correspondem a 10% das necessidades de um ser humano.

Além disso, as cervejas são ricas em vitaminas, sobretudo as do chamado complexo B. A vitamina B1 auxilia no funcionamento dos músculos, nervos e cérebro; a B2 colabora para a manutenção dos tecidos; a B5 atua no metabolismo dos carboidratos e gorduras; os minerais, como cálcio e fósforo, são essenciais para a composição dos ossos; e o potássio, junto com o cálcio, assegura, entre outros benefícios, o bom funcionamento do coração.

Por ter pH baixo - em torno de 4,0 - associado às ações microstáticas do álcool e das resinas amargas do lúpulo, e possuir CO2, a cerveja fortalece a imunidade do homem contra o desenvolvimento de microorganismos patogênicos. Ao contrário das demais bebidas alcoólicas, segundo Tschope, a cerveja proporciona um aumento da diurese, provocado pelas resinas amargas do lúpulo solubilizadas. Entretanto, sua ingestão é desaconselhável para determinadas pessoas, como as que apresentam hiperuricoemia (quantidade excessiva de ácido úrico no sangue).
O álcool 
Diversos estudos demonstram que a cerveja, consumida com moderação, é uma bebida saudável, que proporciona efeitos positivos, entre eles a melhoria da capacidade física, a redução dos estados ansiolíticos e depressivos, a diminuição das pressões sistólicas e diastólicas e a redução dos riscos de infartos e cardiopatias em geral, além de garantir maior resistência contra infecções.
Entende-se como consumo moderado de cerveja a ingestão diária média de até 1 litro, o que corresponde a, no máximo, 40 g de álcool puro por dia. Segundo Egon Tschope, pesquisas realizadas em universidades alemãs mostram que o consumo de 1,5 a 2 litros de cerveja, divididos em um dia, ainda pode ser considerado saudável.
Por causa de sua composição, a cerveja não é simplesmente uma bebida que contém álcool. Estão presentes em sua fórmula um grupo de proteínas pré-digeridas, sais minerais e açúcares de fácil digestão, o que confere à bebida uma característica importante, o tamponamento, que reduz sensivelmente o seu efeito alcoolizante. Essa particularidade é perceptível principalmente quando se compara a ingestão de cervejas com a ingestão das mesmas quantidades de álcool contidas em outras bebidas. BEBA COM MODERAÇÃO E RESPONSABILIDADE.
Recomendações
Algumas recomendações devem ser observadas para que o consumo de cerveja seja apenas prazeroso:
- Evitar misturas de diferentes bebidas alcoólicas ou, se houver mistura, que seja feita na ordem inversa de suas concentrações alcoólicas. Por exemplo, cerveja depois do vinho e nunca o contrário.
- Não beber se estiver tomando remédios. O aumento de diurese provocado pela cerveja pode, por exemplo, eliminar os antibióticos da corrente sangüínea.
- Comer bem e ingerir outros líquidos não alcoólicos antes da cerveja, como água ou refrigerante, por exemplo, que diminuem o efeito alcoolizante.
- Bebida alcoólica e direção não combinam. O álcool relaxa mas pode diminuir os reflexos necessários aos motoristas.
Efeitos
Sintomas de subnutrição, peso abaixo do normal e inapetência, que podem se transformar em doenças mais graves, como a hepatite alcoólica e a cirrose hepática, são conseqüências do uso abusivo de bebidas alcoólicas.
Compare os nutrientes da cerveja com os encontrados em outras bebidas alcóolicas nos quadros abaixo, reunidos pelo Departamento de Agricultura do Governo dos Estados Unidos. Eles demonstram as vantagens nutricionais da cerveja:
COMPARAÇÃO DE NUTRIENTES EM BEBIDAS
PRODUTOS
CERVEJA
VINHO
DESTILADO
Nutrientes
Unidades
1 garrafa (356g)
1 copo (103g)
1 dose (42g)
Água
g
326.588
91.567
26.838
Energia
Kcal
145.960
72.100
105.000
Energia
Kj
612.320
301.790
439.320
Proteína
g
1.068
0.206
0.000
Lipídeo, gordura
g
0.000
0.000
0.000
Carboidrato (por diferença)
g
13.172
1.442
0.042
Fibras
g
0.712
0.000
0.000
Álcool
g
12.816
9.579
15.120
Cinza
g
0.356
0.206
0.000
Minerais
Cálcio (Ca)
mg
17.800
8.240
0.000
Ferro (Fe)
mg
0.107
0.422
0.017
Magnésio (Mg)
mg
21.360
10.300
0.000
Fósforo (P)
mg
42.720
14.420
1.680
Potássio (K)
mg
89.000
91.670
0.840
Sódio (Na)
mg
17.800
8.240
0.420
Zinco (Zn)
mg
0.071
0.072
0.017
Cobre (Cu)
mg
0.032
0.014
0.008
Manganês (Mn)
mg
0.043
0.149
0.006
Selênio (Se)
mcg
4.272
0.206
0.000
Vitaminas
Vitamina C (total ácido ascórbico)
mg
0.000
0.000
0.000
Tiamina (B1)
mg
0.021
0.004
0.003
Riboflavin (B2)
mg
0.093
0.016
0.002
Niacina
mg
1.613
0.076
0.005
Ácido pantotênico
mg
0.206
0.029
0.000
Vitamina B6
mg
0.178
0.025
0.000
Folate
mcg
21.360
1.030
0.000
Vitamina B12
mcg
0.071
0.010
0.000
Vitamina A (IU)
IU
0.000
0.000
0.000
Vitamina A (RE)
mcg RE
0.000
0.000
0.000
Vitamina E
mg ATE
0.000
0.000
0.000
Lipídeos
-
0.000
-
0.000
Aminoácidos (*)
Tryptophan
g
0.011
-
0.000
Threonine
g
0.018
-
0.000
Isoleucine
g
0.018
-
0.000
Leucine
g
0.021
-
0.000
Lysine
g
0.025
-
0.000
Methionine
g
0.004
-
0.000
Cystine
g
0.011
-
0.000
Phenylalanine
g
0.021
-
0.000
Tyrosine
g
0.053
-
0.000
Valine
g
0.032
-
0.000
Arginine
g
0.032
-
0.000
Histidine
g
0.018
-
0.000
Alanine
g
0.039
-
0.000
Ácido aspártico
g
0.043
-
0.000
Ácido glutâmico
g
0.110
-
0.000
Glycine
g
0.032
-
0.000
Proline
g
0.107
-
0.000
Serine
g
0.018
-
0.000
Fonte: USDA Database for Standard Reference, Release 14 (julho 2001)
(*) Nada consta para vinhos no USDA

terça-feira, 23 de outubro de 2012

História da Cerveja


Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.
Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas "casas de cerveja", mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.
A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.
A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.
E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.
Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.
Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades européias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.
Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.

Referência bibliográfica:
http://www.kikipedia.com
http://www.apcv.pt
http://br.geocities.com/cervisiafilia

VIII Encontro Aberto da Acerva Gaúcha


Está marcado o VIII Encontro Aberto da Acerva Gaúcha!
O evento ocorrerá no dia 17 de novembro de 2012, sábado, das 14h às 19h, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho, no Parque da Harmonia, em Porto Alegre.
Os participantes terão a oportunidade de degustar dezenas de cervejas artesanais caseiras e de microcervejarias, além de lanches.
Já está a venda o primeiro lote de convites, com desconto, até 10 de novembro (sábado), no valor de R$70,00 (masculino) e R$50,00 (feminino). A partir do dia 10 de novembro, os valores serão R$80,00 e R$60,00, respectivamente.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Produção de cerveja

São quatro os elementos fundamentais para produzir cerveja: água, malte, lúpulo e fermento. Atualmente, com exceção à Alemanha, cereais como milho, arroz e trigo também são utilizados em substituição parcial ao malte. O açúcar, em pequenas proporções, também pode ser utilizado.

1- Sala de fabricação
A primeira fase do processo produtivo ocorre na chamada sala de fabricação, onde as matérias-primas (malte e adjuntos) são misturadas em água e dissolvidas, visando a obtenção de uma mistura líquida açucarada chamada mosto, que é a base para a futura cerveja. Os processos envolvidos são:
- Moagem do malte e dos adjuntos
- Mistura com água
- Aquecimento para facilitar a dissolução
- Transformação do amido em açúcar pelas enzimas do malte
- Filtração para separar as cascas do malte e dos adjuntos
- Adição do lúpulo
- Fervura do mosto para dissolução do lúpulo e esterilização
- Resfriamento
O processo de produção do mosto baseia-se exclusivamente em fenômenos naturais e é semelhante ao ato de cozinhar.

2 - Fermentação
Após o resfriamento, o mosto recebe fermento e é acondicionado em grandes tanques, chamados de fermentadores (onde começa a fase de fermentação). Nessa etapa, o fermento transforma o açúcar do mosto em álcool e gás carbônico, obtendo assim energia necessária à sua sobrevivência. Durante todo o processo é muito importante o controle preciso da temperatura, normalmente entre 10ºC e 13ºC, pois somente nessas temperaturas baixas o fermento produzirá cerveja com o sabor adequado. A fermentação é certamente a fase mais importante para o paladar da cerveja, visto que, paralelamente à transformação de açúcar em álcool e gás carbônico, o fermento produz outras substâncias, em quantidades muito pequenas, mas que são as responsáveis pelo aroma e pelo sabor do produto. 


3 - Maturação
Uma vez concluída a fermentação, a cerveja é resfriada a zero grau, a maior parte do fermento é separada por decantação (sedimentação) e tem início a maturação. Nessa fase, pequenas e sutis transformações ocorrem para aprimorar o sabor da cerveja. Algumas substâncias indesejadas oriundas da fermentação são eliminadas e o açúcar residual presente é consumido pelas células de fermento remanescentes, em um fenômeno conhecido por fermentação secundária. A maturação costuma levar de 6 a 30 dias, variando de uma cervejaria para outra. Ao final dessa fase, a cerveja está praticamente concluída, com aroma e sabor finais definidos.

4 - Filtração
Após maturada, a cerveja passa por uma filtração, que visa eliminar partículas em suspensão, principalmente células de fermento, deixando a bebida transparente e brilhante. A filtração não altera a composição e o sabor da cerveja, mas é fundamental para garantir sua apresentação, conferindo-lhe um aspecto cristalino.

5 - Enchimento
O enchimento é a fase final do processo de produção. Pode ser feito em garrafas, latas e barris.


6 - Pasteurização
Logo após o enchimento, a cerveja é submetida ao processo de pasteurização, principalmente quando são envasadas em garrafas ou latas (no barril, a cerveja normalmente não é pasteurizada e por isso recebe o nome de chope). A pasteurização nada mais é que um processo térmico no qual a cerveja é submetida a um aquecimento a 60ºC e posterior resfriamento, para garantir maior estabilidade ao produto. Graças a esse processo, é possível às cervejarias assegurar uma data de validade ao produto de seis meses após sua fabricação.



fonte: sindicerv

sábado, 22 de setembro de 2012

Tipos de copos para cerveja

 

         Já vai longe o tempo em que a presença masculina imperava nos bares. Atualmente é comum a presença de mulheres descoladas tomando cerveja com as amigas ou organizando festinhas onde esta bebida não pode faltar. Assim como quem aprecia um bom vinho sabe qual taça é a ideal, para se tomar uma cerveja também é preciso ter o copo correto para realçar o sabor da bebida.
Na Bélgica, como o visual é um dos grandes prazeres dos cervejeiros, há 450 cervejas diferentes e vários copos são usados. Além disso, cada formato de copo tem uma função em relação à espuma, ajudando a manter a altura correta para que a bebida não esquente e perca o sabor mais rápido. De acordo com a Humaitá Louças, uma das mais tradicionais lojas de equipamentos e utensílios para copa e cozinha, os copos mais procurados são:




 * Copo para cerveja Pilsner, como o próprio nome indica, é ideal para as cervejas dos tipo Pilsner, as mais comumente encontradas no Brasil (Skol, Antártica, Kaiser e tantas outras).
* Copo para cerveja Lager usualmente utilizado para o chope. Muito conhecido no Brasil como tulipa. No entanto, não confunda esse tipo de copo com o tulipa.
* Copo caldereta, comumente usado para servir chope em algumas cervejarias, mas pode ser utilizado também para English e American Ales ou para algumas Lagers escuras. Seu tamanho possibilita servir um volume pouco acima de 300 ml.
* Pint, também chamado de Becker, é o copo mais comum em pubs ingleses e irlandeses, pois é simples, barato e comporta um grande quantidade de cerveja (568.26 ml). Ideal para as cervejas do tipo Bitter e Stouts.
* Copo tipo Weizen, mais um que o nome já diz muito. É ideal para cervejas do tipo Weiss, as de trigo (veja o post sobre esse estilo de cerveja), especialmente as alemãs. O tamanho e formato são interessantes pois facilitam a “pegada” e possibilitam que todo o conteúdo de garrafas de 500ml sejam colocados no copo, incluindo o fundo com as leveduras, e ainda sobra espaço para a espuma, como manda a tradição do estilo.
* Copo de cerveja tipo Tulipa é ideal para cervejas que possuem bastante creme, como a Duvel e outras Strong Ales belgas. O desenho é baixo e elegante, permitindo também observar a evolução do creme. A Tulipa parece mais com uma taça de conhaque, porém com a boca do copo virada para fora.
* Cálice para cervejas Trapistas. Na Bélgica é chamado de Goblet, e foi idealizado para saborear as grandes trapistas belgas. Também podem ser usados com os estilos Dubbel, Tripel e Quadrupel.
* Copo de cerveja tipo Flauta para cervejas Lambic. Mais usados para beber espumantes e champanhes, mas são ideais para cervejas do tipo Faro, Lambic, Gueuze ou as champegnoises, como a belga Deus e a brasileira Lust. O fato de serem esguios possibilita que o creme demore mais para se dissipar.
* Copo de cerveja tipo Caneca, ou melhor, o velho e bom canecão de chope.
* Copo de cerveja tipo Mass, que é uma caneca muito usada na Alemanha. É o típico canecão alemão no qual você pode colocar até 1 litro de cerveja. Ideal para quem bebe rápido ou não se importa com a temperatura da cerveja.
* Copo de cerveja tipo Yard. Esse é um dos copos mais estranhos. Conheci quando um amigo pediu por uma cerveja Kwak num restaurante aqui em Caterbury. Apesar de estranho a idéia é interessante pois não há contato da mão com o copo, o que faz com que a cerveja permaneça mais tempo na temperatura ideal.
* As taças não estão ligadas a nenhum estilo em específico, mas são cada dia mais usados com cerveja, seja pela elegância que confere, seja pela ergonomia que oferecem.
* O Tumbler é geralmente utilizado para beber cervejas tipo Witbier, com o a Hoegaarden. Estas cervejas não formam muito creme e por isso o copo não precisa ter uma boa curvatura ou a boca fechada.
* Os copos cilíndricos normalmente são usados para cervejas Kölsh e Altbier.
* Copos de Conhaque têm sido utilizado com as Barley Wines, Eisbock e Imperial Stouts (cervejas fortes). São ótimos para capturar os aromas, permitindo agitar a cerveja em movimentos rotativos leves. Via JMetzz
 
fonte: o dia

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tipos de Cervejas

    Para os apreciadores do famoso happy hour, a cerveja é peça fundamental. Clara, escura ou até mesmo de trigo, a bebida carbonatada, produzida através da fermentação de materiais com amido – principalmente cereais maltados como a cevada e o trigo – é uma verdadeira paixão nacional.
    O método de produção da boa e velha “gelada”, assim como a cor, sabor, aroma e origem, importam muito na hora da escolha da bebida. No entanto, a maioria das cervejas são classificadas em dois grandes grupos: Ale e Lager, que diferenciam entre si pelo fermento usado durante o seu processo de fabricação.


    O fermento utilizado nas lagers inicia a fermentação em temperaturas mais baixas (7 – 12 °C), o que faz com que ele se acumule no fundo do tanque de fermentação. Já as cervejas ale utilizam um tipo de fermento que inicia o processo de fermentação a temperaturas mais elevadas (15 – 24 °C) levando-o a se acumular no topo do tanque de fermentação. São essas diferenças que fazem com que as cervejas de tipo ale sejam conhecidas como cervejas de “fermentação alta” e as lager como de “fermentação baixa”.
Quanto ao sabor, as lagers, em geral, são mais secas, com maior predominância do malte e do lúpulo sobre os sabores e aromas provenientes da levedura. Já as Ales são muito mais complexas e frutadas.
Lagers
Responsáveis por mais de 99% das vendas de cerveja no Brasil, as Lagers também são as mais consumidas no mundo. Originarias da Europa Central no século XIV, as lagers são cervejas de baixa fermentação ou fermentação a frio (de 7 a 12ºC), com graduação alcoólica geralmente entre 4 e 5%. Dentre os estilos mais conhecidos, encontramos a Pilsener, criada na cidade de Pilsen, região da Boêmia da República Tcheca, que também é chamada de Pilsen ou Pils.
  • Alguns estilos de lagers:
Pale Lagers – Lagers claras como a Pilsener (caracterizadas por um lúpulo acentuado no aroma e sabor), American Lager (cerveja leve e refrescante, feita para matar a sede e para serem bebidas bem geladas), Premium (cervejas um pouco mais lupuladas e mais maltadas. No entanto, em alguns casos a palavra Premium vem sendo usada para diferenciar cervejas que suas cervejarias desejam promover em especial, não sendo necessariamente uma Premium de verdade), Lite (variação ainda mais leve que a American Lager), Dray Beer (possui maior parte do açúcar convertido em álcool devido ao longo período de fermentação, por isso seu sabor é mais suave), entre outras.
Dark Lagers – Lagers escuras como a Munchner Dunkel (cervejas escuras-avermelhadas, produzidas originalmente em Munique), Dark American Lager (versão americana da Dunkel alemã, mas menos maltada e mais suave), Schwarzbier (famosa cerveja preta, é suave, com aromas que remetem ao café e ao chocolate), Malzbier (cerveja escura e doce, de graduação alcoólica baixa, na faixa dos 3 a 4,5%), entre outras.




Vienna – O estilo Vienna, originário da Áustria, possui uma cor marrom avermelhada, corpo médio e um sabor suave e adocicado de malte levemente queimado. A graduação acoólica fica entre 4,5 e 5,7%.
Bock – A palavra Bock é resultado da quebra da palavra EinBeck, cidade natal deste tipo de cerveja. Por tradição são avermelhadas, mas podem ser também de cor marrom. Possuem um complexo sabor maltado devido às misturas de maltes de Viena e Munique. A graduação alcoólica é alta, podendo atingir até 14%.
Marzen – Produzidas especialmente para a Oktoberfest na Bavaria, as Märzens podem ser claras ou escuras e ficam entre 4,8 a 5,6% de álcool.
Keller e Zwicke – A Keller e a Swickel são cervejas pouco comum, não são filtradas e nem pasteurizadas (servidas na pressão e não engarrafadas). Por isso, elas são amargas e tem álcool médio.
Malt Liquor – Lagers fortes que têm alto teor de álcool devido à adição de açúcar, enzimas ou outro ingrediente em complemento ao malte. Geralmente são licorosas no paladar e não muito amargas, pois em muitos casos nem levam lúpulo.
  • Ales
A cerveja ale é produzida a partir da cevada maltada, usando uma levedura de fermentação alta. Estas leveduras, no entanto, fermentam a cerveja rapidamente, proporcionando um sabor adocicado, encorpado e frutado. Além disso, a maioria das ales contém lúpulo que ajuda a equilibrar o sabor adocicado e preservar a cerveja.
  • Alguns estilos de Ale:
Pale Ales – São as Ales claras, com graduação alcoólica até 6%. Foram criadas para competirem com as cervejas Pilsen durante a Segunda Guerra Mundial, portanto compartilham a característica de serem mais suaves. A American Pale Ale (americanas mais claras), English Pale Ale (mais amargas que as demais cervejas), Belgian Pale Ale (as Ales claras belgas), entre outras, são outros exemplos desse estilo.
Altbier – Uma especialidade de Dusseldorf, a Altbier é uma cerveja de cor castanha, habitualmente oriunda da Alemanha. “Alt” significa velho em alemão, e esta designação aplica-se-lhe devido à capacidade que esta cerveja tem para envelhecer durante mais tempo do que seria normal para outros estilos. É uma cerveja bem balanceada e delicada, com boa presença de frutas e grande equilíbrio entre malte e lúpulo e uma presença mediana de gás.
American Strong Ale - Este é um estilo muito abrangente, que engloba uma grande quantidade de cervejas fortes com volume alcoólico superior a 7% e oriundas dos EUA. Independentemente das suas origens e das suas características, são no seu todo cervejas fortes, com grande presença de malte, lúpulo e, obviamente, álcool.
Brown Ale – São cervejas com bastante sabor, forte presença de lúpulo e muito habituais em pequenas explorações ou mesmo em produções caseiras. Possuem um componente forte de caramelo e chocolate, que serve para equilibrar o lúpulo e o final algo amargo. A cor varia entre um castanho-avermelhado a castanho escuro e a espuma é creme e não muito duradoura. Possui menos álcool que uma Porter e tem, em geral, um sabor complexo e bem balanceado.
Cream Ale - As Cream Ale são uma versão ale das lagers americanas e surgem para combater no mesmo mercado que estas. São de aspecto claro e límpido, de corpo leve, forte presença de gás e com pouca ou nenhuma sensação de lúpulo no aroma e no sabor, o que faz com que tenham uma acidez média a reduzida.
Golden/Blonde Ale – É um estilo muito genérico e com bastantes variantes. É característica por possuir pouco malte e lúpulo, por utilizar outros cereais menos nobres como arroz ou milho e por ter um sabor e aroma neutrais. São cervejas suaves, com bastante gás, espuma branca e corpo claro e límpido.
Kolsch – A designação Kolsch está protegida por lei e é exclusiva de pouco mais de 20 cervejeiras localizadas à volta da cidade alemã de Colónia (Koln). Servidas num esguio copo chamado de Stange, estas cervejas têm como curiosidade o fato de não serem boas para passarem por um processo de armazenamento muito longo. O sabor delicado e frutado tende a oxidar com facilidade, por isso é recomendado que se consuma logo após a compra. Bastante efervescentes e frescas, são feitas a partir do melhor lúpulo alemão (dos géneros Hallertau, Tettnang, Spalt ou Hersbrucker) e de água bastante leve.
Mild Ale - Ligeiramente maltada e com pouco sabor e aroma a lúpulo, estas cervejas são castanho-escuras e possuem pouco gás bem como pouca espuma.
Fonte : Click on